05/02/2026

União contra Jorginho. Por André Guesser

Artigo de André Guesser (PDT), vereador em São José

Santa Catarina terá em 2026 uma de suas eleições mais importantes ao Governo do Estado. Lembra muito o ano de 2002, quando Luiz Henrique, com baixo percentual nas pesquisas, venceu a prepotência de Espiridiao Amim. Esse ano, o prepotente é outro: Jorginho Melo, que se diz o melhor governador e agora se junta ao partido que se dizia contra o sistema, contra fundo partidário e contra coligações. Só que não!

Os bastidores da política sempre disseram que Jorginho não é um político de honrar o que combina. E pelo jeito, o primeiro a ter a certeza disso foi o MDB, que, sem Luiz Henrique, entrou nessa barca furada.

É possivel que tenhamos candidatura do MDB ao governo, do prefeito de Chapecó, pelo PSD, talvez do PSDB. A esquerda deve ter uma ou duas candidaturas. Mas, a pergunta que fica é a seguinte: por que não montar uma grande frente ampla contra a candidatura da extrema direita de Jorginho? Será que a eleição nacional já não nos ensinou? Temos o exemplo da França em 2024, quando partidos rivais se uniram contra o extremismo.

A união de todos aqueles que estão insatisfeitos com esse governo de figurinha e rede social, pode fazer a diferença e trazer ao povo catarinense um projeto de Estado e não uma aventura de alguém que flerta com o radicalismo.

Sim, será uma eleição de segundo turno, mas é importante pensar em como vencer. As diferenças ideológicas continuarão postas, mas superar algumas contradições para vencer um governo ultra conservador e incompetente, que administra pelas propagandas de milhões de reais, é mais que necessário.

Em 2003, a esquerda errou em não querer fazer parte do governo em SC. Não fui eu quem disse isso, foi Lula! Dessa vez, nessa eleição, não podemos errar. Derrotar esse retrocesso social é o principal objetivo, mesmo que após as eleições tenhamos que voltar para o outro lado da trincheira.

Talvez seja a hora de darmos um passo atrás e entender o cenário que está posto. O jogo está aí e a história pode ser diferente.

COMPARTILHE
Facebook
Twitter
LinkedIn
Reddit