Artigo de Nícola Martins, secretário-adjunto da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI)

Por meio de ações como o programa SC Mais Inovação, junto às universidades comunitárias, fomento e atividades chegam a todas as regiões de Santa Catarina
Santa Catarina costuma aparecer nos rankings nacionais como um dos estados mais inovadores do Brasil. O reconhecimento é importante e reflete um ecossistema vibrante, com empresas de tecnologia, startups e centros de pesquisa consolidados. Mas há uma pergunta fundamental que precisa ser feita: essa inovação está chegando a todo o território catarinense?
Ser o estado mais inovador do país não pode significar apenas concentrar iniciativas na capital ou em poucos polos consolidados. Um estado verdadeiramente inovador precisa ser inovador por inteiro. Isso significa fazer a inovação chegar ao interior, dialogar com as vocações regionais e criar oportunidades também nas pequenas e médias cidades.
O desafio agora é garantir que o protagonismo catarinense alcance os 295 municípios do estado. Inovação não pode ser um clube restrito a poucos centros urbanos. Ela precisa estar presente onde estão as pessoas, as empresas, os produtores e os estudantes que movem a economia catarinense todos os dias.
Com essa visão, o governo de Santa Catarina, liderado pelo governador Jorginho Mello, vem estruturando políticas públicas voltadas à interiorização do ecossistema tecnológico. Um dos principais instrumentos dessa estratégia é o programa SC Mais Inovação, que busca fortalecer ambientes de inovação, conectar atores locais e estimular o empreendedorismo em diferentes regiões do estado.
Nesse movimento, as universidades comunitárias cumprem um papel central. As instituições que integram o sistema da Associação Catarinense das Fundações Educacionais estão espalhadas por todo o território catarinense e já funcionam como verdadeiros polos de conhecimento, pesquisa e formação de talentos. Elas conhecem as realidades locais, dialogam com as empresas da região e têm capacidade real de transformar conhecimento em desenvolvimento.
Quando universidades, setor produtivo e poder público trabalham juntos, laboratórios, incubadoras, parques tecnológicos e projetos de extensão deixam de ser estruturas isoladas e passam a se transformar em motores de desenvolvimento regional. É assim que a inovação deixa de ser um discurso e passa a gerar empregos, renda e competitividade.
Santa Catarina possui uma vantagem rara no cenário brasileiro. Poucos estados contam com uma rede tão capilarizada de universidades comunitárias. Se bem articulada com políticas públicas e com iniciativas como o SC Mais Inovação, essa rede pode se tornar a principal alavanca para levar tecnologia, empreendedorismo e oportunidades para além dos grandes centros.
A inovação catarinense não pode ter CEP restrito. Se Santa Catarina quer continuar liderando o país nesse campo, precisa garantir que a inovação atravesse serras, vales e rodovias e chegue onde muitas vezes ela ainda não chegou.
Porque um estado verdadeiramente inovador não é apenas o que aparece nos rankings. É o que faz a inovação acontecer em todo o seu território.






