Artigo de Nícola Martins, secretário adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina

Santa Catarina avança quando o governo entende que ouvir as pessoas e estar presente no território não é só papo, é método. O governador Jorginho Mello construiu sua trajetória justamente assim, próximo do povo, percorrendo as cidades, olhando no olho e tomando decisões a partir da realidade concreta, não de visão distante. Quando o tema é inovação, esse jeito de governar deixa de ser estilo e passa a ser condição para dar certo. E estamos fazendo!
Falar em Descentralização da Inovação é admitir algo óbvio, mas ainda ignorado por muitos. Santa Catarina não cabe em um único ponto do mapa. Levar a política pública do litoral para o interior não é discurso ideológico nem concessão política. Fazer inovação em São Lourenço do Oeste é diferente de Florianópolis. Em Criciúma, os desafios não são os mesmos de Concórdia. Quem insiste em ficar enclausurado e não conhecer de verdade o estado, acaba produzindo soluções genéricas e resultados fracos.
O SC Mais Inovação nasce exatamente dessa visão. Ele rompe com a lógica da inovação concentrada em poucos polos e assume a inovação como instrumento de desenvolvimento regional a partir da inovação. Conecta municípios, universidades, setor produtivo e governo respeitando vocações locais, capacidades institucionais e tempos diferentes. Não é copiar modelo pronto. É construir solução possível.
Mas descentralizar inovação exige mais do que boa intenção. Exige regra clara, segurança jurídica e gestão responsável. Por isso, o marco legal da inovação é peça central dessa estratégia. Não existe descentralização real sem municípios preparados para inovar, contratar, testar e modernizar sua gestão. Hoje, 203 dos 295 municípios catarinenses já estão 100% adequados, prontos para transformar inovação em política pública concreta, não em promessa.
Santa Catarina mostra, na prática, que inovar não é centralizar discurso nem concentrar protagonismo. É descentralizar oportunidades. Quando o Estado sai do gabinete e vai ao encontro das pessoas, a inovação deixa de ser privilégio de poucos e passa a ser motor de desenvolvimento regional. Esse é o caminho que conecta território, política pública e resultado e que diferencia quem apenas fala de inovação de quem efetivamente a faz.






