
Com a proximidade do ano letivo de 2026, especialistas reforçam a necessidade urgente de pais e responsáveis revisarem a caderneta de vacinação das crianças. O alerta surge após dados preliminares do Programa Nacional de Imunizações (PNI) indicarem que, em 2025, apenas as vacinas BCG e Hepatite B atingiram a meta de 95% de cobertura entre bebês de até um ano no Brasil.
Os números, que ainda dependem de consolidação municipal, mostram uma queda em comparação a 2024. Para os médicos, o cenário exige estratégias de recuperação vacinal antes do início das aulas, já que o ambiente escolar facilita a propagação de infecções.
“O calendário infantil é estruturado para oferecer proteção nos períodos mais críticos. Atrasos aumentam o risco de doenças graves em ambientes coletivos, como creches e escolas”, explica a infectologista Maria Isabel de Moraes-Pinto, do Laboratório Santa Luzia/Dasa.
O calendário do primeiro ano
O primeiro ano de vida concentra imunizantes essenciais para evitar hospitalizações e sequelas. Confira as principais vacinas que devem estar em dia:
- Ao nascer: BCG (tuberculose grave) e 1ª dose da Hepatite B.
- A partir dos 2 meses: Rotavírus, Pentavalente, Poliomielite (VIP) e Pneumocócica conjugada.
- A partir dos 3 e 5 meses: Meningocócicas (ACWY e B).
- A partir dos 6 meses: Influenza (anual) e Covid-19 (esquema para crianças de 6 meses a 4 anos).
- Aos 9 meses: Febre amarela.
Novas estratégias de proteção
Além das vacinas tradicionais, a prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) ganhou reforços. Atualmente, a proteção inclui o uso de anticorpos monoclonais como o palivizumabe (para prematuros e grupos específicos) e o nirsevimabe, que oferece proteção prolongada em dose única. Outra aliada é a vacinação de gestantes com a vacina Abrysvo, que transfere anticorpos para o bebê ainda no útero.
A Dra. Lígia Pierrotti, infectologista do Laboratório Exame/Dasa, reforça que a atualização da carteira é uma estratégia de saúde coletiva. A orientação é que as famílias consultem o pediatra para sanar dúvidas e garantir que o retorno escolar seja seguro para alunos, familiares e educadores.





