04/06/2026

No SCC Upiara, Júlio Garcia revela convite para ser vice e diz que Jorginho “não escolheu o caminho que quis”

Entrevistado por Upiara Boschi e Henrique Zanotto no SCC Upiara, o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), revelou que chegou a ser convidado pelo governador Jorginho Mello (PL) para ser candidato a vice-governador em sua chapa. A oferta “respeitosa e republicana” aconteceu antes do governador definir o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo) como seu companheiro de chapa, no final de janeiro deste ano.

O pessedista disse que recusou o convite porque seria uma decisão pessoal que teria “esfacelado” seu grupo político, majoritariamente apoiador da pré-candidatura a governador do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).

– Houve o convite. Foi uma reunião muito amistosa na casa da d’Agronômica, amistosa, respeitosa e republicana. Quando o governador me convidou para fazer parte da sua chapa, ser o seu vice, eu disse que pertencia a um grupo político e que a decisão seria do grupo. E, certamente, se eu tivesse aceitado, eu teria esfacelado o nosso grupo político. E eu, a essa altura da minha vida e da minha trajetória política, jamais faria isso – declarou.

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Veja a entrevista de Júlio Garcia no SCC Upiara

Ao analisar a montagem das composições governistas e das forças de oposição, o presidente da Alesc avaliou que o desenho atual das chapas de pré-candidatos é resultado mais das limitações impostas a Jorginho por lideranças do PL do que pela vontade do governador.

– O governador Jorginho Mello, ele não escolheu o caminho que ele quis. O governador não teve uma vaga do Senado para oferecer. Ele teve a imposição do PL, com o filho do presidente, Carlos Bolsonaro. E a Carol De Toni, quando se sentiu ameaçada, ela ameaçou ameaçou sair. E o governador Jorginho ficou sem ter as duas vagas para oferecer – analisou Garcia.

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Na avaliação do pessedista, o fechamento das vagas majoritárias acabou por inviabilizar a permanência de antigas siglas aliadas na base do governo.

– Depois ele tomou a decisão de trazer o prefeito de Joinville para compor de vice. Acho que no momento que ele tomou essa decisão, ele não esperava perder nem o MDB e nem o Progressistas. Mas daí já não tinha mais o que oferecer. Então, eu acho que tanto Progressistas quanto o MDB vão estar com o João Rodrigues.

Questionado por Henrique Zanotto se a união desses partidos em torno da candidatura de João Rodrigues representaria a retomada do modelo da antiga Tríplice Aliança, composição histórica de PMDB, Democratas e PSDB que garantiu a reeleição de Luiz Henrique da Silveira e a primeira eleição de Raimundo Colombo ao governo, o parlamentar diferenciou os contextos.

– Acho que são construções completamente diferentes. Acho que essa não foi nem uma construção, foi uma consequência.

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