20/02/2026

A ruptura necessária contra o sistema. Por Ruan Cipriani

Ruan Cipriani (PL) é policial civil e vereador em Rio do Sul.

Ruan Cipriani (PL) é policial civil e vereador em Rio do Sul

Brasileiros, cidadãos de bem,

Se a vossa consciência não se encontra hoje em estado de absoluto horror diante das revelações que cercam o Caso Banco Master, é hora de despertar. Não estamos diante de um deslize contábil ou de uma falha administrativa; estamos diante do que pode ser o abismo mais profundo da história deste país.

Digo e reafirmo, com a responsabilidade que o momento exige: se a cortina for devidamente levantada, o escândalo do Banco Master fará com que o Petrolão e o Mensalão pareçam meras notas de rodapé. Estamos falando de um lamaçal institucional que ignora ideologias e se infiltra nas entranhas de todos os Poderes.

Esta não é uma bandeira da direita, nem uma narrativa da esquerda. É uma pauta de salvação nacional. É a defesa da nossa economia, da nossa honra e do futuro dos nossos filhos contra uma elite que se julga intocável.

“A corrupção não é apenas um crime; é o cupim que devora as vigas de sustentação da nossa República.”

Dirijo-me agora aos deputados e senadores: Por que o silêncio? Onde está a coragem para instalar a CPMI? Não importa a sigla que carregam no peito — seja PL, MDB, PT ou qualquer outra — a vossa lealdade deve ser ao povo brasileiro e a Deus. Assinar essa CPMI não é uma opção política, é um dever moral.

Qual é o motivo — um único motivo sequer — para não investigar?

Hugo Motta, Davi Alcolumbre, o povo exige respostas. Vossas excelências continuarão ignorando as vozes que clamam por justiça enquanto desfrutam da inércia pós-carnaval?

A CPMI do Banco Master tem o potencial de expor a podridão sistêmica que nos mantém reféns. Pode ser, enfim, o ponto de ruptura que este país precisa para se limpar. Precisamos de uma investigação técnica, implacável e que alcance todos os suspeitos, não importa o quão alto seja o cargo que ocupem.

Se não houver coragem para abrir as caixas-pretas do sistema, se a omissão vencer a verdade, então não restará mais nada a salvar. 

Que o último a sair, apague a luz e feche a porta de uma nação que desistiu de si mesma.

Pela verdade, pela ordem e pelo Brasil!

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