
Exclusivo | Carlos Chiodini: “SC é um estado pequeno no mapa, gigante no agro”
Em entrevista exclusiva à jornalista Ketrin Raitz, do Política & Agro, o deputado federal, presidente do MDB em Santa Catarina e ex-secretário de Estado da Agricultura, Carlos Chiodini, fez um balanço da sua passagem pela pasta, projetou o futuro do agro catarinense, comentou a volta ao Congresso e leu o cenário político-eleitoral de 2026. A entrevista completa está no YouTube.
Destaques da entrevista:
- SC como modelo agro: “Somos um estado com 1,1% do território nacional e responsáveis por 20% das exportações de proteína animal do país. Esse ‘milagre’ vem do ecossistema: extensão, pesquisa aplicada, sanidade (CIDASC), cooperativismo e agroindústria.”
- Pesquisa e extensão no território inteiro: Chiodini destacou que, em sua gestão, a Epagri passou a ter escritório nos 295 municípios. “Em muitos deles, é a única empresa pública presente. É a porta de entrada do produtor para extensão, conhecimento técnico e acesso a programas de fomento.”
- Sucessão rural e competitividade: o ex-secretário citou escolas agrícolas sob gestão da Epagri, bolsas para estudantes e linhas de fomento para o jovem voltar à propriedade “se sentindo sócio de fato”, além de programas estruturantes (SC Rural, Estrada Boa, Antigranizo, Coopera Agro).
A frase que resume a visão de política pública:
“O nosso dever como Estado é não atrapalhar e dar condição para que o campo possa produzir com crédito subsidiado, extensão e apoio, incentivando cooperativas que agreguem valor e exportem.”
A íntegra da entrevista está no YouTube do Política & Agro.
Agro na passarela do Carnaval: cevada, inflação e retorno econômico
Quando a folia cresce, o agro trabalha em dobro.
A cadeia que começa no campo (cevada, milho, cana, carnes, frutas) termina nos blocos.
A cerveja puxa o elo: o Brasil é o 3º maior produtor mundial, mas ainda importa malte gargalo que vira oportunidade com novas maltarias e cultivares adaptadas ao clima tropical.
A conta da festa também passa pelo campo: insumos mais caros + dólar pressionam bebidas e alimentos.
Cultura rende mais que indústria? Estudos mostram efeito multiplicador alto do investimento cultural, e esse retorno volta para a cadeia agroindustrial em empregos, renda e demanda concentrada em poucos dias.
O futuro da relação agro–Carnaval passa por autossuficiência em cevada, irrigação, genética adaptada e logística.
Festa grande expõe gargalos e aponta onde investir.
Brasil tem estrutura para descarbonizar grandes eventos
Trios elétricos e geradores ainda rodam majoritariamente a diesel. Com o B15 em vigor, já há corte parcial de emissões; com biodiesel B100, o potencial de redução chega a 80–90% nos picos do Carnaval de rua, segundo estimativas técnicas.
Tradução: o agro não só abastece a festa pode limpar a pegada de carbono dos grandes eventos.
É vitrine de política climática aplicada à cultura.
“A sucessão rural em SC na ordem do dia”
Em artigo publicado essa semana, “A sucessão rural em SC na ordem do dia”, o diretor executivo da Fecoagro, Ivan Ramos, aponta o dado que dói: menos de 4% das propriedades catarinenses são geridas por pessoas com menos de 40 anos.
A resposta passa por educação técnica no campo, conectividade, energia, assistência técnica e por políticas públicas com a Epagri à frente de Cedups e Casas Familiares Rurais (reestruturação, investimento e metodologia que integra teoria e prática).
“Santa Catarina, por suas características fundiárias e predominância de pequenas propriedades, precisa preparar os jovens para permanecerem no campo com empreendimentos rentáveis e sustentáveis. Cooperativas, sindicatos, associações, prefeituras e demais órgãos públicos devem estimular e apoiar iniciativas como essas. A sucessão rural não é apenas uma questão familiar é estratégica para garantir a continuidade da produção, a segurança alimentar e o desenvolvimento socioeconômico do estado”, destacou Ivan.
Da avenida ao plenário: a folia vira discurso
O Carnaval termina na avenida, mas não acaba na política. A polêmica da escola que homenageou o presidente Lula com a imagem da “família em lata de conserva” deve migrar para o plenário nos próximos dias, puxando os discursos.
A crítica atingiu em cheio o campo: virou narrativa sobre o agronegócio, abastecimento e custo de vida temas que já estavam na pauta e agora ganham palco político.
Enquanto os blocos guardam os estandartes, o Congresso retoma os trabalhos e o agro volta ao centro do debate.
A folia acabou. O enredo segue agora, em Brasília.
Excelente sexta-feira, agroamigos!





