18/02/2026

E se nossos clubes fossem os maiores agentes de turismo de Santa Catarina?

Foto: Rafael Bressan/ACF
Foto: Rafael Bressan/ACF

Foto: Rafael Bressan/ACF

O momento da Chapecoense na Série A reforça uma verdade que ainda exploramos pouco: futebol também é política de desenvolvimento. Em Chapecó, Arena Condá cheia significa hotéis ocupados, restaurantes movimentados, mais voos no Serafin Bertaso e comércio aquecido. A bola rola e a economia acompanha.

A reflexão, porém, vai além do efeito imediato. Cada partida fora de casa se transforma em vitrine nacional. Cada transmissão carrega o nome do clube e, com ele, o da cidade e o do Estado para milhões de pessoas. Por que não organizar isso como política pública?

É uma ideia que trago desde os tempos de setorista no rádio: criar um programa que reconheça os clubes catarinenses como “agentes de turismo”, divulgadores do nosso estado. Com apoio financeiro institucional, em troca do marketing planejado das belezas naturais, rotas e eventos regionais ao longo de todas as séries do Campeonato Brasileiro.

O Avaí ensaiou algo semelhante ao estampar pontos turísticos nas camisas dos goleiros, em 2009. Dá para avançar: enviar material à imprensa das cidades que recebem os jogos e ativar campanhas digitais conjuntas em dias de partida. Algo profissional, planejado.

A Chapecoense evidencia o impacto econômico do futebol. Cabe ao Estado perceber que, além de paixão, o esporte pode ser estratégia permanente de promoção turística e desenvolvimento.

Primeiro Ouro na Neve

Confesso: fazia tempo que o esporte não me arrancava lágrimas. Mas ver Lucas Braathen conquistar o ouro no slalom do esqui alpino e erguer a bandeira do Brasil no alto do pódio foi diferente. Foi soco no peito. Enquanto muita gente vive numa catarse de falar mal do país e repetir que tudo de fora é melhor, ele fez o contrário: escolheu ser Brasil. O ouro dele na neve não foi só medalha. Foi identidade, pertencimento e resposta aos vira-latas de plantão. Ser brasileiro é honra.

De Trivela

Brasil abaixo de zero

Na primeira semana dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina d’Ampezzo 2026, os perfis da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) e da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG) superaram 110 milhões de visualizações. O alcance também reflete o impacto da conquista de Lucas Braathen, do esqui alpino, medalhista olímpico de inverno pelo Brasil.

Apostas on-line disparam no Brasil

O mercado regulado de apostas on-line somou 26,4 bilhões de acessos em 2025, alta de 237% sobre 2024, segundo o Painel das Bets, do site Aposta Legal.

Adidas aposta no rei das quadras

A Adidas fechou patrocínio com Falcão, ídolo do futsal. O ex-jogador será peça da marca na aproximação com a modalidade. Ele também foi anunciado como presidente do Nyvelados, da Kings League Brasil, que mantém acordo com a empresa alemã.

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