O crescimento do comércio catarinense surpreendeu positivamente em 2025. O setor encerrou o ano com alta acumulada de 5,9%, quase quatro vezes superior à média nacional, que ficou em 1,6% no período. O desempenho foi puxado principalmente pelo primeiro semestre, quando foram registrados os melhores resultados do ano. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (13), por meio da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).
O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, destaca que houve forte desaceleração do varejo no segundo semestre, em razão dos juros elevados. Ainda assim, o crescimento acumulado no ano foi considerado muito positivo.
“A expectativa no começo do ano passado não era otimista, pois o cenário econômico não era favorável, por conta do aumento dos juros e da inflação. Mesmo com esse contexto adverso, conseguimos crescer bem, o que é muito positivo”, afirma Dagnoni.
A economista da Fecomércio, Edilene Cavalcanti, ressalta que o varejo catarinense vem acelerando o ritmo de crescimento nos últimos anos: 2,8% em 2023, 4% em 2024 e 5,9% em 2025. Para este ano, a previsão é de uma alta mais moderada, de 4,3%, ainda acima da média nacional, projetada em 3,6% pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).
Entre os estados, Santa Catarina registrou o segundo melhor resultado do país em 2025, atrás apenas do Amapá, que cresceu 8,5%. Entre os segmentos pesquisados, o melhor desempenho no estado foi o de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com alta de 9,9%. Artigos de uso pessoal e doméstico também apresentaram crescimento expressivo, de 9,8% no ano.
O setor de supermercados e hipermercados foi outro destaque, com avanço de 7%. Já no chamado varejo ampliado — que inclui materiais de construção, atacarejos e veículos — o crescimento acumulado foi mais modesto, de 2,8%. Ainda assim, ficou acima da média nacional, de 0,1%.
“O cenário econômico no começo deste ano está um pouco mais otimista em relação ao ano passado. O real se valorizou frente ao dólar, o que ajuda a conter a inflação. Além disso, a perspectiva é de queda nos juros a partir de março. Portanto, o contexto macroeconômico está mais favorável. Precisamos acompanhar como isso afetará os resultados do varejo”, afirma Edilene.







