13/02/2026

Prestes a fazer 50 anos, calçadão terá retrofit em Florianópolis: “shopping a céu aberto”

Vista panorâmica de trecho do calçadão da Felipe Schmidt, no centro de Florianópolis
Foto: Allan Carvalho, divulgação

Está avançando o projeto, capitaneado pela CDL Florianópolis, para revitalização urbana das ruas Felipe Schmidt e Trajano, no centro de Florianópolis. A entidade está fazendo oficinas e encontros estratégicos para discussão do projeto de retrofit que tem o objetivo de movimentar o comércio, estimular espaços de permanência, atrair novos lojistas e devolver vitalidade à região.

A proposta tem uma peculiaridade especial, por conta dos 50 anos do calçadão da Felipe Schmidt, que serão completados no ano que vem. A expectativa da entidade empresarial é que a data seja celebrada com uma grande entrega urbana. “Mais do que uma intervenção física, a proposta representa uma nova forma de pensar o centro de Florianópolis, construída de dentro para fora, com escuta, planejamento e ação”, finaliza Nara Schutz. 

De acordo com a coordenadora Nara Schutz, o projeto parte de um conceito claro: o centro precisa voltar a ser um lugar para as pessoas. “A alma desse projeto é transformar as ruas em ambientes mais acolhedores, funcionais e atrativos, onde o comércio conviva com o lazer, cultura, gastronomia e memória urbana, e estimule a permanência do público com qualidade. Afinal, um lugar só se torna o melhor quando é bom, antes de tudo, para quem o ocupa”, afirma Schutz. 

A Felipe Schmidt tem circulação média de 412 mil pessoas por mês e pesquisa da CDL identificou um público diverso e estratégico circulando pela área: estudantes, moradores do Centro e de bairros com pouco comércio local, funcionários públicos, turistas, e a predominância de mulheres e das classes B e C. O fluxo se concentra especialmente em horários de intervalo, o que evidencia um grande potencial de crescimento, desde que a região consiga reter as pessoas por mais tempo.

Para isso, o estudo aponta a necessidade de diversificar operações, qualificar o mix de lojas e serviços, ampliar a oferta gastronômica – com ao menos sete novos operadores de destaque – e atrair novos residentes, hóspedes e consumidores qualificados. Serviços, mobilidade, acessibilidade, segurança, limpeza, manutenção, bom atendimento e respeito à memória do lugar aparecem como fatores centrais para garantir recorrência e vitalidade.

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Entre as propostas práticas discutidas estão a criação de um regramento mínimo para lojistas, inspirado no conceito de “shopping a céu aberto”, com padronização de comunicação visual, marquises e sombreamento, iluminação noturna, vitrines mais atrativas, eventos recorrentes e ampliação do horário de funcionamento, especialmente nos fins de semana.

A área prioritária de atuação contempla as duas últimas quadras da Felipe Schmidt até a Praça XV, além da Trajano nas quadras imediatamente abaixo e acima da interseção com a Felipe. Como encaminhamento, o grupo definiu foco em ações rápidas e de alto impacto, mapeamento de contratos para qualificação do mix e engajamento contínuo com o poder público. 

Para o presidente da CDL de Florianópolis, Eduardo Koerich, o projeto consolida um movimento que a entidade vem fomentando há anos.

“A proposta é tratar o centro como um organismo vivo, que precisa de gestão, regras claras e visão de longo prazo. Essa lógica de funcionamento coletivo, quase como um condomínio urbano, permite alinhar interesses, somar esforços e criar um ambiente mais competitivo, seguro e atrativo para quem empreende e para quem frequenta a região”, afirma. 

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