O aumento das temperaturas e a intensidade das festas de rua acenderam um sinal de alerta entre os profissionais de saúde. A endocrinologista Juliana Ferreira faz uma advertência contundente sobre os riscos da desidratação severa, que pode atingir níveis críticos e levar o organismo ao colapso durante os dias de folia. Segundo a médica, a combinação de exposição solar prolongada, consumo excessivo de álcool e esforço físico contínuo cria uma “tempestade perfeita” para crises metabólicas graves.
A especialista detalha que o processo de degradação física ocorre de forma silenciosa e acelerada. Ferreira explica que, sob o calor intenso, o corpo prioriza o resfriamento através do suor, mas o álcool interfere diretamente no mecanismo de retenção de líquidos. Essa falha de comunicação interna obriga os rins a trabalharem sob estresse e reduz o volume de sangue em circulação, o que pode causar quedas bruscas de pressão e arritmias cardíacas. A médica reforça que o colapso mencionado não é apenas um cansaço extremo, mas uma falência temporária da capacidade do corpo de regular suas funções básicas.
Para evitar que a diversão seja interrompida por emergências médicas, Juliana Ferreira orienta que o planejamento de saúde deve ser tão importante quanto o roteiro dos blocos. Ela sugere que o folião consuma água de forma preventiva, antes mesmo de sentir sede, já que o cérebro costuma demorar para processar o sinal de falta de líquidos em ambientes de alta distração. De acordo com a médica, o ideal é que se estabeleça uma meta de ingestão hídrica constante, utilizando a água mineral como um filtro protetor contra os danos do álcool.
A Dra. Juliana Ferreira encerra seu alerta lembrando que o socorro médico deve ser buscado ao menor sinal de confusão mental, náuseas persistentes ou ausência de sudorese mesmo no calor. A médica afirma que a prevenção é o único caminho para assegurar que o organismo suporte o ritmo da festa. A recomendação final é clara: o respeito aos limites biológicos do corpo é o que define se a experiência de Carnaval terminará na quarta-feira de cinzas ou em uma maca de hospital.







