O novo presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), desembargador Rubens Schulz, concedeu sua primeira entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, pouco antes do início da solenidade de posse. Acompanhado dos novos dirigentes do Judiciário catarinense, o desembargador recebeu profissionais da imprensa no Salão Nobre da Presidência. O presidente destacou que o foco da sua gestão será em pessoas, processos e tecnologia.

– A nossa gestão tem cinco grupos estruturais de atuação. O judicial, o extrajudicial, o administrativo, o institucional e o tecnológico. E cada um desses vai ser tratado com uma prioridade que nós podemos apontar como pessoas, processos e tecnologia. A primeira será nas pessoas, porque compreendemos que a Justiça é feita por pessoas para as pessoas. (…) Não existe produtividade que justifique o adoecimento. A saúde mental de quem trabalha no Judiciário é essencial. Quem é saudável trata os outros de maneira saudável, respeitosa. Nunca podemos nos afastar dessa questão e da importância à pessoa – anotou o novo chefe do Poder Judiciário catarinense.
A coletiva de imprensa contou com a participação do desembargador André Luiz Dacol, 1º vice-presidente; do desembargador Dinart Francisco Machado, corregedor-geral da Justiça; do desembargador José Agenor de Aragão, 2º vice-presidente; do desembargador Marcio Rocha Cardoso, 3º vice-presidente; da desembargadora Rosane Portella Wolff, corregedora-geral do Foro Extrajudicial; e do desembargador Leopoldo Augusto Brüggemann, ouvidor-geral do Poder Judiciário. A desembargadora Vera Copetti, diretora-executiva da Academia Judicial, também esteve presente, assim como juízes auxiliares da Presidência e juízes-corregedores.
O presidente informou que atualmente 60% dos processos, no Estado e em todo o país, são de execução ou de cumprimento de sentença.
– São aquelas decisões ou processos em que há uma busca pelo credor em relação ao devedor. Com a inteligência artificial, a busca pode ser melhorada em muito. Temos 140 milhões de informações de dados de pessoas. Nós estamos falando de informações sobre o endereço e, eventual, movimentação financeira ou de aquisição de bens. Por exemplo, nas questões sociais, de violência doméstica contra a mulher, essa compilação de dados e essa interligação de informações oferece mais rapidez e agilidade no processamento da atuação que vamos levar ao processo – destacou o presidente, que pretende promover a integração tecnológica com outros órgãos e entidades.






