Artigo de André Guesser (PDT), vereador em São José

Santa Catarina terá em 2026 uma de suas eleições mais importantes ao Governo do Estado. Lembra muito o ano de 2002, quando Luiz Henrique, com baixo percentual nas pesquisas, venceu a prepotência de Espiridiao Amim. Esse ano, o prepotente é outro: Jorginho Melo, que se diz o melhor governador e agora se junta ao partido que se dizia contra o sistema, contra fundo partidário e contra coligações. Só que não!
Os bastidores da política sempre disseram que Jorginho não é um político de honrar o que combina. E pelo jeito, o primeiro a ter a certeza disso foi o MDB, que, sem Luiz Henrique, entrou nessa barca furada.
É possivel que tenhamos candidatura do MDB ao governo, do prefeito de Chapecó, pelo PSD, talvez do PSDB. A esquerda deve ter uma ou duas candidaturas. Mas, a pergunta que fica é a seguinte: por que não montar uma grande frente ampla contra a candidatura da extrema direita de Jorginho? Será que a eleição nacional já não nos ensinou? Temos o exemplo da França em 2024, quando partidos rivais se uniram contra o extremismo.
A união de todos aqueles que estão insatisfeitos com esse governo de figurinha e rede social, pode fazer a diferença e trazer ao povo catarinense um projeto de Estado e não uma aventura de alguém que flerta com o radicalismo.
Sim, será uma eleição de segundo turno, mas é importante pensar em como vencer. As diferenças ideológicas continuarão postas, mas superar algumas contradições para vencer um governo ultra conservador e incompetente, que administra pelas propagandas de milhões de reais, é mais que necessário.
Em 2003, a esquerda errou em não querer fazer parte do governo em SC. Não fui eu quem disse isso, foi Lula! Dessa vez, nessa eleição, não podemos errar. Derrotar esse retrocesso social é o principal objetivo, mesmo que após as eleições tenhamos que voltar para o outro lado da trincheira.
Talvez seja a hora de darmos um passo atrás e entender o cenário que está posto. O jogo está aí e a história pode ser diferente.






